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Bancada do agronegócio se fortalece e deve crescer no Senado, diz Folha Poder

O agronegócio reelegeu a maioria dos parlamentares e deve ter 60% dos senadores, desafiando o governo Lula, segundo a Folha Poder.

Redação Fonte Revela··1 min de leitura
Bancada do agronegócio se fortalece e deve crescer no Senado, diz Folha Poder
Foto de arquivo: Roosewelt Pinheiro/Abr / Wikimedia Commons (CC BY 3.0 br)

O agronegócio, um dos setores mais críticos ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reelegeu a maioria dos parlamentares que concorreram nas últimas eleições para o Congresso. De acordo com a Folha Poder, a bancada ruralista não só manteve sua força na Câmara dos Deputados, mas também ganhou espaço no Senado, onde a expectativa é que cerca de 60% dos 81 senadores sejam ligados ao agronegócio.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que conta atualmente com 349 membros, entre deputados e senadores, ampliou sua representatividade durante o governo Lula. Apesar das eleições turbulentas e de críticas à falta de uma política agrícola estável, 67% dos parlamentares que tentaram reeleição conseguiram novos mandatos, mostrando a força contínua do setor no Congresso.

Entre os senadores, a bancada já conta com 40 membros, e a expectativa é que esse número atinja 50. O superintendente da FPA, que se manifestou sobre as expectativas futuras, destacou a importância de manter uma bancada forte e representativa, especialmente em um momento em que o governo enfrenta críticas por sua abordagem à política agrícola.

A relação do agronegócio com o governo federal tem sido marcada por tensões, principalmente devido à falta de políticas que garantam segurança e previsibilidade aos produtores. Além disso, a queda significativa na área de lavouras seguradas e o aumento da dívida rural são questões que preocupam os parlamentares do setor, que demandam atenção e soluções efetivas do governo para seus desafios.

A bancada do agronegócio não apenas se mantém robusta, mas também se beneficia da derrota de nomes ligados ao governo nas eleições, como os ministros Paulo Teixeira e Carlos Fávaro. A expectativa é que um eventual governo liderado por Flávio Bolsonaro demonstre maior abertura para dialogar com o setor e desenvolver políticas que atendam suas necessidades.

Com informações de Folha Poder.

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