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Campanha que oferece criptomoeda para apoiar Flávio Bolsonaro levanta suspeitas de irregularidade

A iniciativa Brasil 22 Token, promovida por um perfil no Instagram, oferece criptomoedas em troca de apoio ao voto em Flávio Bolsonaro, gerando preocupações sobre ilegalidade eleitoral.

Redação Fonte Revela··1 min de leitura
Campanha que oferece criptomoeda para apoiar Flávio Bolsonaro levanta suspeitas de irregularidade
Agência Senado from Brasilia, Brazil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A campanha Brasil 22 Token, que oferece criptomoedas a quem divulgar conteúdo a favor do voto em Flávio Bolsonaro, foi lançada pelo perfil @hyperskidsafrica, com 12,9 milhões de seguidores no Instagram. O projeto busca arrecadar fundos para construir casas para crianças em Kampala, Uganda, mas especialistas alertam para possíveis irregularidades na iniciativa. A lei eleitoral proíbe o pagamento por divulgação de propaganda e a distribuição de vantagens econômicas por quem não é candidato ou partido.

Segundo o site da campanha, o movimento une apoio ao voto 22 e a ajuda às crianças, mas a oferta de tokens em troca de divulgação levanta questões sobre a legalidade da ação. Especialistas em direito eleitoral afirmam que a iniciativa pode violar normas que proíbem doações de empresas a candidatos e a promoção de campanhas com monetização. O professor Fernando Neisser da FGV destaca que a conduta é ilegal, independentemente da tentativa de distanciar a campanha de partidos políticos.

A regulamentação eleitoral veda explicitamente a oferta de recompensas por divulgação de propaganda política, e o caso do ex-candidato Pablo Marçal, que foi condenado por práticas similares, exemplifica as consequências dessa ilegalidade. Para participar da campanha B22, os usuários devem manter tokens em carteira digital e publicar conteúdo nas redes sociais, reforçando a ligação direta entre a recompensa e a promoção do voto em Flávio Bolsonaro.

Os especialistas ressaltam que a Justiça Eleitoral deve investigar o funcionamento real da operação, independentemente da terminologia usada na campanha. A oferta de criptoativos não isenta a campanha de seguir as normas eleitorais, e a responsabilidade dos organizadores pode ser apurada. Caso seja comprovada a relação entre a divulgação e a recompensa, é possível que haja sanções eleitorais, incluindo multas e a remoção da propaganda irregular.

Com informações de G1 Política.

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