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Governo Lula deve alterar regras de renegociação de dívidas rurais para facilitar acesso ao crédito

O governo de Lula planeja modificar as regras de renegociação de dívidas rurais para facilitar o acesso a crédito, com mudanças propostas pelo deputado Paulo Pimenta.

Redação Fonte Revela··1 min de leitura
Governo Lula deve alterar regras de renegociação de dívidas rurais para facilitar acesso ao crédito
Palácio do Planalto from Brasilia, Brasil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está se preparando para promover alterações nas regras da renegociação de dívidas rurais, com o objetivo de facilitar o acesso dos produtores às linhas de crédito. A medida provisória que estabelece esse programa foi negociada pela bancada do agronegócio e publicada em julho, mas o fluxo de dinheiro permanece lento desde que os pedidos de renegociação começaram em agosto, segundo informações do UOL Notícias.

As mudanças previstas incluem a inclusão de dívidas não bancárias e a possibilidade de renegociar operações de crédito comuns contratadas para quitar dívidas rurais. O relatório do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que lidera o governo na Câmara, sugere dez alterações, incluindo a inclusão de Cédulas de Produto Rural (CPRs) emitidas por cooperativas. A equipe econômica é resistente a essa ampliação, que busca abordar o problema de endividamento que vai além dos bancos.

Além das modificações, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) defende a simplificação dos atestados que comprovam prejuízos e a flexibilização no pagamento de juros. Pimenta estima que as alterações podem remover até 80% dos impedimentos atuais para a adesão ao programa. Outra mudança importante é a prorrogação do prazo para adesão à renegociação, que deve ser estendida de 31 de maio para 31 de agosto, abrangendo mais contratos.

O Banco do Brasil, que é um dos principais financiadores do setor, já iniciou as contratações, mas reporta que apenas 5.000 operações estão em andamento, um número considerado baixo. O Sicredi e o Sicoob também estão enfrentando dificuldades em suas renegociações, com a identificação de problemas de enquadramento e a lentidão do processo, especialmente em regiões não beneficiadas pela medida. Com a pressão de 40 entidades, a expectativa é que a proposta seja analisada antes do fim da validade da medida provisória, em novembro.

Com informações de UOL Notícias.

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