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Irregularidades na criação de búfalos ameaçam a Rebio do Lago Piratuba, no Amapá

A criação de búfalos na Reserva Biológica do Lago Piratuba, Amapá, envolve cadastros rurais irregulares e transporte de animais sem licença, segundo a Folha.

Redação Fonte Revela··1 min de leitura
Irregularidades na criação de búfalos ameaçam a Rebio do Lago Piratuba, no Amapá
Foto de arquivo: Bruno Medeiros Pacheco Martins / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A Folha revelou que quatro Cadastros Ambientais Rurais (CARs) ativos foram identificados na Reserva Biológica do Lago Piratuba, no leste do Amapá. Essa reserva, criada há 40 anos, está enfrentando desafios devido à presença de milhares de búfalos, especialmente no leito seco do rio Araguari. Os registros abrangem uma área de 14,4 mil hectares, representando quase 4% da reserva, com dois CARs sendo ativados em 2025.

O CAR é uma exigência para que produtores rurais busquem a regularização ambiental de suas propriedades. No entanto, na Rebio, onde a agropecuária é proibida, a existência de CARs ativos é irregular. As autoridades ainda não conseguiram identificar os responsáveis por esses cadastros, que incluem um que sobrepõe 98,45% da reserva, com 8.093 hectares.

O Ministério Público Federal (MPF) no Amapá recomendou que a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) notifique os criadores para retirarem os búfalos da reserva e cancele os CARs. Apesar disso, cerca de 25 mil búfalos permanecem na área, e as guias de transporte animal (GTAs) continuam a ser emitidas, facilitando o transporte dos animais para frigoríficos em Macapá, onde a carne é comercializada.

As atividades de criação de búfalos têm gerado impactos ambientais significativos, como a formação de ravinas e valas que alteram o curso do rio Araguari. Especialistas, como a geóloga Valdenira Ferreira dos Santos, indicam que a presença dos búfalos está intensificando a degradação da paisagem, atribuindo a eles a responsabilidade por certas mudanças no ecossistema, que podem ser irreversíveis. As práticas de pulverização de venenos para desmatar e abrir áreas de pasto também são relatadas por ribeirinhos, revelando um cenário preocupante para a biodiversidade local.

Com informações de UOL Notícias.

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