Maduro e Cilia Flores se declaram inocentes em tribunal de Nova York
Nicolás Maduro e Cilia Flores se declararam inocentes de tortura em audiência em Nova York, enfrentando novas acusações do governo Trump.

Nicolás Maduro, ex-presidente da Venezuela, e sua esposa, Cilia Flores, declararam-se inocentes nesta quinta-feira (15) em um tribunal de Nova York. Eles compareceram à audiência para responder a novas acusações de tortura de adversários políticos, apresentadas pelo governo Trump na semana anterior. Ambas as figuras já haviam negado previamente acusações relacionadas ao tráfico de drogas.
As novas alegações ampliam o processo criminal contra Maduro e Flores, que agora enfrentam a acusação de conspirar para torturar opositores. Durante a audiência, marcada para as 12h no horário de Brasília, o juiz federal Alvin Hellerstein conduzirá os questionamentos sobre as alegações de tortura. Os promotores afirmam que Maduro teria ordenado torturas a adversários para se manter no poder na Venezuela.
De acordo com a denúncia, um dos episódios remonta a 2014, quando Maduro teria comandado o sequestro de militares para extrair informações sobre dissidentes. A esposa, Cilia Flores, também teria concordado com o plano de tortura, rejeitando alternativas menos violentas. Embora não sejam acusados de tortura direta, ambos enfrentam um julgamento que pode resultar em pena mínima de 50 anos de prisão.
As relações entre os Estados Unidos e Maduro têm sido historicamente tensas, com sanções impostas a funcionários venezuelanos devido a alegações de corrupção e violações de direitos humanos. A operação militar que resultou na captura do casal ocorreu em janeiro, quando foram levados para os Estados Unidos para responder a acusações de tráfico de drogas. Desde então, estão detidos no Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn.
O ex-vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu a liderança da Venezuela após a captura de Maduro, enquanto a administração Trump usou essa ação como um marco em sua política externa. A situação continua a ser um ponto de tensão nas relações entre os dois países, especialmente com as próximas eleições legislativas nos Estados Unidos se aproximando.
Com informações de G1 Mundo.
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