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Sete estados vão ao segundo turno, impactando eleições presidenciais

Sete estados, que correspondem a 16% do eleitorado, terão segundo turno para governador, o que pode influenciar diretamente as votações para presidente.

Redação Fonte Revela··2 min de leitura
Sete estados vão ao segundo turno, impactando eleições presidenciais
Ilustração gerada por IA / Fonte Revela

Sete estados brasileiros, respondendo por 16% do eleitorado, entrarão em segundo turno para a eleição de governadores, conforme análise da Folha Poder. Esses estados se encontram em campanha ativa, com candidatos mobilizando eleitores e pedindo votos. Em contraste, as disputas em outras regiões já foram encerradas, levando à reflexão sobre como essas eleições estaduais podem afetar o resultado das eleições presidenciais.

Um estudo do CepespData analisou 162 eleições estaduais entre 2002 e 2022, revelando que, em 68 delas, o candidato mais votado ficou a menos de cinco pontos percentuais do quorum necessário para vencer no primeiro turno. Nos casos onde houve segundo turno, a performance dos candidatos presidenciais não sofreu grandes alterações. No entanto, a situação se complica quando as disputas estaduais são nacionalizadas, envolvendo candidatos de partidos como PT e PSDB.

O efeito do segundo turno parece ser mais pronunciado quando o candidato petista está competindo em um estado onde um adversário nacional também está na disputa. Nas eleições nationalizadas, o apoio ao candidato do PT tende a crescer menos em comparação com estados sem segundo turno, sugerindo uma influência do antipetismo no eleitorado. Isso foi observado em disputas anteriores, como nas eleições de 2014 e 2022, onde a falta de uma definição no primeiro turno em alguns estados poderia ter custado ao PT milhares de votos.

Além disso, a presença de um segundo turno estadual não parece alterar significativamente a taxa de comparecimento dos eleitores, embora reduza a abstenção levemente. Contudo, o aumento nos votos em branco e nulos, especialmente em disputas não nacionalizadas, pode compensar essa pequena melhora. Essa dinâmica ressalta a importância das eleições estaduais em um cenário nacional, onde até uma pequena quantidade de votos pode fazer diferença em resultados apertados.

Por fim, é crucial lembrar que a análise se baseia em dados do passado e não garante previsões para o futuro. As disputas estaduais decididas por margens estreitas são raras, o que dificulta generalizações. Contudo, em uma eleição presidencial onde poucos milhões de votos podem decidir o vencedor, as disputas para governador em estados populosos têm o potencial de impactar significativamente os resultados finais.

Com informações de Folha Poder.

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