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Estudo revela diferenças na formação da Terra e Marte, segundo cientistas

Pesquisadores descobriram que a Terra e Marte podem ter se formado de maneiras distintas, revelando diferenças em suas composições e massas.

Redação Fonte Revela··1 min de leitura
Estudo revela diferenças na formação da Terra e Marte, segundo cientistas
Ilustração gerada por IA / Fonte Revela

Cientistas do Laboratório de Formação de Mundos da Universidade de Groningen publicaram um estudo na revista Nature Astronomy que sugere que a Terra e Marte se formaram de maneiras diferentes. Embora ambos os planetas tenham aproximadamente 4,5 bilhões de anos, suas composições e características atuais são bastante distintas, com a Terra apresentando um ambiente rico em biodiversidade e Marte sendo um deserto frio e irradiado.

A pesquisa revelou que Marte se formou predominantemente a partir de grandes objetos semelhantes a asteroides, enquanto a Terra dependeu de uma aglomeração de seixos menores que se juntaram de forma espontânea. O coautor do estudo, Anders Johansen, expressou surpresa ao descobrir que dois planetas vizinhos poderiam ter origens tão diversas.

Os cientistas notaram que a diferença de massa entre os planetas, sendo Marte apenas um décimo da massa da Terra, pode ser atribuída à influência gravitacional de Júpiter. Júpiter teria desviado muitos dos blocos rochosos que poderiam ter contribuído para a formação de Marte, lançando-os para outras regiões do Sistema Solar.

Outro aspecto importante levantado pelo estudo foi a composição química dos planetas. Análises de meteoritos antigos mostraram que tanto a Terra quanto Marte possuem menores concentrações de elementos voláteis, sugerindo que suas formações foram influenciadas por diferentes processos de colisão e aglomeração de materiais. Os pesquisadores afirmam que Marte acumulou 73% de sua massa por meio de colisões com corpos maiores, enquanto 75% da massa da Terra veio da junção de seixos que se aglutinaram.

O debate sobre os processos de formação planetária continua, com especialistas divididos sobre o papel dos seixos e a influência de Júpiter. Conel Alexander, da Carnegie Science, destaca que o estudo apresenta um modelo interessante, mas reforça que ainda existem muitas incógnitas a serem exploradas no entendimento da formação dos planetas.

Com informações de UOL Notícias.

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