Boulos critica chantagem do mercado e defende cortes em privilégios e supersalários
O ministro Guilherme Boulos defendeu cortes em desonerações e supersalários, criticando a pressão do mercado sobre o ajuste fiscal no governo Lula.

Em entrevista à Folha, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), afirmou que a discussão sobre ajuste fiscal no governo Lula é marcada por uma "chantagem do mercado". Segundo ele, os cortes devem ser direcionados a privilégios, evitando penalizar a população mais vulnerável. Boulos destacou que a dívida pública brasileira teve um aumento significativo, passando de 71,7% para 82,5% do PIB entre o final de 2022 e julho de 2026.
Boulos enfatizou a necessidade de discutir desonerações fiscais, que somam quase R$ 600 bilhões por ano, e os chamados "supersalários" no funcionalismo público. Ele reafirmou que o foco deve ser em cortes que beneficiem o povo, não em ajustes que afetem setores essenciais como saúde e educação. Para o ministro, a democracia deve prevalecer sobre a pressão do mercado.
O ministro também abordou a necessidade de governabilidade, ressaltando que o presidente Lula precisa negociar com o Congresso e manter a mobilização nas ruas e nas redes sociais. Boulos acredita que a participação popular é fundamental para garantir que as pautas progressistas sejam atendidas, mesmo diante de um Congresso hostil.
O contexto político atual é desafiador, com a crescente polarização e a ascensão da extrema direita. Boulos destacou que a vitória de Lula deve ser aproveitada para garantir um mandato forte, que atenda às demandas populares. Ele mencionou a importância de evitar discussões prematuras sobre sucessão, enfatizando que o foco deve ser na governabilidade e nas conquistas sociais.
Com informações de Folha Poder.
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