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Novo sistema de bloqueio de celulares em presídios é implementado em até 30 minutos

Agentes penitenciários bloqueiam celulares em presídios em até 30 minutos, com novo sistema de rastreamento, visando combater facções criminosas.

Redação Fonte Revela··2 min de leitura
Novo sistema de bloqueio de celulares em presídios é implementado em até 30 minutos
Ilustração gerada por IA / Fonte Revela

Na noite de ontem, agentes penitenciários realizaram a primeira operação com um novo sistema de bloqueio de celulares em presídios, utilizando um equipamento que simula uma antena de telefonia. A ação foi coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e pela Secretaria de Estado de Políticas Penais do Rio de Janeiro (Seppen). Durante a operação, 143 celulares foram identificados e seus sinais bloqueados em uma única unidade prisional, uma ação sem precedentes no país.

Os técnicos envolvidos na operação conseguiram identificar rapidamente as linhas telefônicas e os modelos dos aparelhos utilizados pelos detentos. O bloqueio das linhas foi realizado em um tempo recorde de até 30 minutos, após a comunicação dos números à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). Essa agilidade foi possível graças a um decreto assinado pelo presidente Lula, que permite o desligamento administrativo das linhas, uma mudança significativa em relação ao processo anterior que exigia autorização judicial e levava dias para ser concluído.

Atualmente, apenas três estados têm acesso à nova plataforma da Anatel para o bloqueio de celulares, mas outros estados estão buscando adesão. O governo possui uma lista de 138 presídios considerados estratégicos, onde as operações de rastreamento de celulares são priorizadas, especialmente aquelas que concentram líderes de facções criminosas. O secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, afirmou que o bloqueio administrativo é uma inovação importante para a segurança penitenciária.

As mochilas equipadas com tecnologia de rastreamento, conhecidas como Etre, são utilizadas nas operações e cada uma custa cerca de R$ 3,8 milhões. Embora o investimento seja alto, a Senappen acredita que os resultados compensam os custos, já que o novo equipamento é capaz de identificar sinais de 5G e de outros dispositivos modernos. Com essa tecnologia, o governo busca melhorar a eficácia nas ações contra o tráfico de drogas e a comunicação entre facções dentro dos presídios.

Com informações de UOL Notícias.

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