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Protestos na França: estudantes e sindicatos se mobilizam contra custo de vida e serviços públicos

Milhares de manifestantes tomaram as ruas da França, exigindo melhorias nos serviços públicos e protestando contra o aumento do custo de vida sob a liderança de Macron.

Redação Fonte Revela··1 min de leitura
Protestos na França: estudantes e sindicatos se mobilizam contra custo de vida e serviços públicos
Foto de arquivo: Pierre Blaché from Paris, France / Wikimedia Commons (CC0)

Neste sábado (31), manifestações em massa eclodiram na França, reunindo milhares de pessoas em diversas cidades, com foco nas questões do custo de vida e na precariedade dos serviços públicos. Segundo o Ministério do Interior, cerca de 320 mil manifestantes participaram dos protestos, enquanto a coalizão de sindicatos e estudantes estimou que o número chegasse a 500 mil, com 70 mil na capital, Paris.

A onda de protestos teve início em setembro, quando o governo de Emmanuel Macron começou a discutir o orçamento de 2027, que inclui o congelamento dos salários dos servidores públicos. Estudantes, insatisfeitos com a falta de recursos e estrutura em suas escolas, bloquearam acessos e se uniram a sindicatos e ao movimento dos Coletes Amarelos, que ganhou notoriedade em 2018 por protestar contra o aumento dos combustíveis.

Os manifestantes, em Paris, carregavam cartazes com frases como "alerta climático" e "pelo custo de vida", refletindo uma variedade de questões sociais, incluindo o aumento do racismo no país, que ganhou destaque após um ataque a imigrantes. A segurança foi reforçada nas manifestações, em resposta a uma recente onda de distúrbios que resultou em danos a lojas e prédios públicos.

No contexto econômico, a dívida pública da França atingiu 119,1% do PIB, e o déficit público se encontra acima dos limites estabelecidos pela União Europeia. A agência Fitch rebaixou a perspectiva de crédito do país, aumentando a pressão sobre Macron para implementar cortes nos gastos públicos. Com a eleição presidencial se aproximando, o cenário político se torna ainda mais complexo, com líderes da esquerda e da extrema-direita ganhando popularidade.

Com informações de G1 Mundo.

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